Contos, Causos, Poemas & Poesias, Músicas...

Aqui coloco um pouco dos textos que escrevo entre um e outro livro. Na sua maioria são contos, spinoffs do mundo do Garok, alguns poemas, poesias, músicas e tudo o que achar interessante.

Não esqueça de deixar uma mensagem ao final de cada leitura dizendo se gostou ou não. 

Contos

Olhos Mágicos

“É essa!” Peguei firme com as duas mãos uma 6’3’’ degrade verde e amarela nos fundos da casa de alguém que se dizia um feitor daquelas maravilhas.

“Seu pai sabe que você está aqui?” Um amigo mais velho, que se tornaria meu cúmplice e exemplo, me olhava desconfiado, se certificando de que toda aquela história não acabasse sobrando também para ele.

Um Filho da Noite

Num quarto escuro, decorado por uma coleção velha de ursos de pelúcia, livros, CDs e posters de bandas de rock, um notebook ainda em funcionamento, ao lado de um porta-retratos em cima da escrivaninha, indicava um e-mail não enviado. A sua frente, uma silhueta imóvel, angelical, relia em voz baixa, para si mesma, as linhas ali escritas.

“Oi Jú! Como está por aí? Praia, Sol… nada mal não?! Bem que eu devia ter deixado os trabalhos um pouco de lado e ter ido com você e a Rê…

Um Conto Natalino

Para Luizinho, nenhuma data era mais importante e significativa que o Natal. Muito mais do que seu aniversário ou o dia das crianças. Pois no Natal, quem entregava seu presente não eram seus pais ou familiares, mas, sim, o Papai Noel. E ele nunca ouviu reclamação sequer do bom velhinho sobre estar sem dinheiro, que a economia estava em baixa, que a tal globalização, que nunca entendeu bem o que era, enriquecia os ricos e empobrecia os mais desafortunados. “Eu sou um desafortunado?” Perguntava à sua mãe toda vez que ouvia aquilo do seu tio Arthur, entre um drinque e outro.

Esperança Recôndita

Enfim a liberdade! Como ela gostava de estar livre por aí, sair de sua clausura e seguir para casa. A sua casa! Será que seus irmãos também estariam por lá? Bom, isso pouco importava para ela, se é que alguma vez importou. O que ela queria mesmo era percorrer por todas aquelas ruas atarefadas, se esticar um pouco e viver. Ela não se importava com as multidões, tampouco desejava se juntar a elas. Para ela, ser uma mera expectadora já bastava. Afinal, ela também era uma cidadã e merecia ser tratada com dignidade.

Insano Paulo

Jair não sabia o que fazia ali, ou melhor, como o haviam convencido disso. Dias antes, após um surto mental daqueles que só quem vive numa megalópole como São Paulo sabe como é, mas nem sempre de onde vem, que ele resolveu seguir um conselho de um amigo de trabalho. “Jair, você está precisando de ajuda profissional!” Dizia ele.

Fragmentos (GAROK)

Monólogo

“Interessante, muito interessante!” Um ser encapuzado tinha seus olhos fixos numa água turva represada. “Eles pensam que são evoluídos, mas quão atrasados são. Nem se dão conta disso. Se escondem uns dos outros. Tentam pelo menos. Aparentam ser de uma forma, mas tem outra por dentro.” Magro como seu cajado, ria alto, sem medo que alguém pudesse ouvi-lo.

Poemas & Poesias

Lá Vem Ela

E lá vem ela. Estrondosa, furiosa, rasgando o céu impiedosa. Acovardando, por vezes, até mesmo o mais valente. Cuspindo, arrotando, urrando, avançando sem dar trégua, deixando destruições em pequenos e grandes rastros. Pela frente, não há obstáculos. Sejam vias congestionadas, campos verdes, florestas e até megalópoles. Nada pode pará-la. Nem mesmo o vento é capaz! Que toda vez se submete a ela, provando que é mais fácil se juntar quando não se pode vencer.

Certa vez alguém escreveu…

Juréia das lindas matas e cores,
Dos lindos pássaros e cantos,
Dos verdes morros protetores,
Das brisas suaves de verão,

Minha Amada Boracéia

Oh! Minha amada e idolatrada Boracéia,
Com teus morros soberbos,
Teu céu azulado,
Tuas areias pisadas,
E tua água cristalina.